O machismo em mim

Quando eu olho para meu passado e começo a analisar os meus comportamentos e minhas prioridades, vejo o quanto o machismo influenciou a minha vida.

Tinha que provar o tempo todo a minha macheza. Ficar atento a forma de andar, vestir, falar. No grupo de amigos, qualquer palavra mal colocada era motivo para pôr a masculinidade em xeque.

Não existia esse negócio de amizade com mulher, se começava a andar com uma, logo vinha um desavisado me perguntando “ e aí, já pegou”?

Nas festas eu me sentia pressionado o tempo todo a me posicionar como macho, ou seja, ir à caça das mulheres e tinha que pegar quantas fosse possível, e era esse o termo mesmo, pegar!

E não bastava pegar, tinha que contar para os amigos, afinal de contas, era preciso provar neh! Ah, tinha que ser bonita, se não era motivo de chacota.

Uma vez, conversando com uma mulher, chegou um amigo perto de mim e me disse: “Essa aí você tem que pegar escondido, porque se os outros verem, queima seu filme”

Mundo hipócrita, onde os homens têm que provar para outros homens que são homens e que usam as mulheres como objeto para provar sua condição de homem.

E isso está tão arraigado na sociedade, que muitas mulheres entram nesse jogo, anseiam desesperadamente por um relacionamento com um homem para serem validadas como mulher.

E aí ficam em relacionamentos abusivos, pois se tornam dependentes dessa relação, seja financeira e/ou emocional. Não é à toa que muitas pesquisas mostram que mulheres homossexuais têm mais facilidade de ter orgasmos do que as heteros.

Essa estrutura precisa urgente de ser revista por nós. O Machismo é ruim para homens e mulheres, mas é incomparável o prejuízo que as mulheres têm com esse sistema.

– Bruno Lima / Surya Shanti | @brunolimaterapeuta | Terapeuta Tântrico Renascedor

Créditos da Imagem: freepik.com

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