Tantra, sexualidade e a pessoa com deficiência

Para nós, pessoas com deficiência nos desenvolvermos e nos incluirmos de fato na sociedade é necessária autonomia corporal, sexual e emocional. Mas, frequentemente nossa sexualidade é negada e invisibilizada e nossos corpos infantilizados. Não há desenvolvimento que não passe pela sexualidade e pela descoberta de que fomos desenhades para o prazer e por isso temos o direito e a necessidade de nos apropriar dele.

Como poderoso instrumento de integração, corpo, mente e espírito na unidade humana, o tantra apresenta um repertório de toques e sensações para a pessoa com deficiência capazes de empoderar, conectar com o corpo erótico e fortalecer a autonomia emocional e corporal. É possível sentir plenitude, suficiência, alegria e “adultez”

O tantra nos convida a conhecer e vivenciar uma vida muito além das limitações que a sociedade insiste em pôr. Desconstrói os mitos e ideias antiquadas sobre a nossa sexualidade e nos mostra todo o poder pessoal que existe em nós, pessoas com deficiência.

Desde quando iniciei a jornada no tantra digo sempre e sem medo de exagerar que o tantra me deu meu corpo de presente porque me percebi como dona de um corpo repleto de desejo, vitalidade, pronto e capaz de receber e dar prazer. Essa descoberta me levou a outro patamar na busca pelo autoconhecimento e autonomia.

Essa descoberta me faz sentir mais viva, capaz, inteira e segura de mim – tem dias que nem tanto mas esse não é um processo linear- para viver todos os prazeres e desafios da vida com a deficiência.

– Prem Karima | @prem_karima

Tornei-me terapeuta tântrica em dezembro de 2021 e, desde então, me descobri como um canal de conexão entre as pessoas e seus sentimentos por meio das meditações ativas, escuta e da massagem. Sou soteropolitana, pessoa com deficiência-síndrome de Turner-, entusiasta do tantra e do autoconhecimento.

Créditos da Imagem: TantrAmor

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

As postagens e artigos deste Blog são de responsabilidade de suas autoras e não expressam necessariamente a opinião da Abratantra, que se manifestará sempre editorialmente.

Mais de 100 Terapeutas Tântricas e Tântricos associadas