Ah esses traumas!, por Mari Pankaj

Passei os últimos dias visitando fotos antigas, e lugares dentro de mim que estavam adormecidos. Minha vida, meu caminhar, uma imensidão.

Sensação louca de situações que pareciam fazer parte de outra vida, mas na verdade faziam parte de outras minhas. Tão diversas, tão sensíveis, tão fortes. Doidas, responsáveis, inconsequentes. Todas minhas.

Percebi mais uma vez, o quanto sensações estão tão vivas pulsando aqui e agora. Outras, porém, se foram. Tudo perfeito do jeito que é. Mas como dizia Buda, depois de identificarmos a causa do sofrimento, devemos encontrar um caminho para sair dele.

Houve uma nostalgia ao mesmo tempo daquela pessoa que tudo sonhava, que tudo realizava, que tudo podia. Ah “xufentude”. Aí lembrei de situações de congelamento, de paralisação, de repetições de padrões gerados por traumas que não foram devidamente acessados, processados, digeridos. Ô torço complexo esse autoconhecimento.

Eventos traumáticos acontecem… o desenfrear da rotina acaba a nos guiar por dar jeito de engolir a seco e tocar a vida adiante. Somos vitoriosos, estamos vivos, não é verdade? Mas qual o preço?

A questão é que nossos traumas não processados, os que não foram olhados guardam uma relação forte com nossa perda de conexão com nós mesmos e com os outros. Ela não ocorre de uma vez. Vai minando a autoestima, a confiança o prazer de desfrutar da vida.

E assim como acontece com nosso planeta, não há o que jogar fora, não existe fora! Na fuga eterna perdemos a grande oportunidade de nos reciclarmos, e poderemos deixar a ferrugem tomar conta de nossas engrenagens rumo ao amor, a prosperidade, ao prazer, às bem aventuranças.

Você consegue perceber seus bloqueios?

É possível identificar as situações que lhe paralisam? Com que frequência elas se repetem? E você? Se repete diante delas?

Se não temos capacidade de responder diante de uma ameaça, estamos diante de um trauma. A tendência é ela se repetir até que seja honrada, ressignificada, processada. É preciso abrir espaço, em solo saturado, nada cresce.

Blog: www.megustaeltantra.com

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